Hells Angels, o maior motoclube do mundo

Anjos infernais, Os membros desse motoclube hoje se apresentam como tranquilos, mas criaram fama de arruaceiros nos EUA dos anos 60.

Saiba mais sobre o mais famoso grupo de motociclistas do mundo.

Um dos mais notórios e polêmicos clubes de motos do mundo, com adeptos e representações em mais de 100 países, o Hells Angels Motorcycle Club (os temidos anjos do inferno) traz consigo o estigma das gangues dos anos 50 e 60. Inicialmente contestadores de valores sociais, eles se tornaram símbolo de rebeldia e de transgressão à época. A irreverencia do comportamento e dos costumes de seus membros pegou carona na contracultura dos anos 60, e nos movimentos beatnik e hippie. Depois criaram a fama de bandoleiros e inspiraram livros, filmes e séries de TV, como a atual “ Sons for Anarchy” (Filhos da Anarquia de 2008 a 2014 nos EUA, disponível na Netflix). Eles não eram definitivamente uns caras bomzinhos: em qualquer alusão aos Hells Angels (grafados por eles sem apóstrofo) aparecem palavras como violência, drogas, racismos e supremacia branca. Isso parece ter acabado, pelo menos no Brasil. O site de representação brasileira questão de frizar: “somos um motoclube e não uma gangue”.

Os Angels teriam se originado de um grupo criado em 1948, em San Bernardino (por eles chamada de Berdoo), na Califórnia, pela família Bishop. O nome teria sido sugerido por Arvid Olsen, ex-piloto da força Aérea Americana, inspirado no apelido de um avião bombardeiro  B17 da 2ª Guerra Mundial. O símbolo do clube uma cabeça de caveira com asas (chamada de cabeça da morte), também veio de uma pintura estampada na fuselagem dessas aeronaves.

Formado inicialmente por facções dispersas, durante os anos 50 essas tribos se juntaram, formando um grupo único com estatuto próprio. Nos anos 60, o clube ganhou projeção e, na década de 70, começou a se espalhar pela Costa Leste e prlo Centro-Oeste dos Estados Unidos. E depois, pelo resto do mundo. Hoje há representação por todo o globo.

O surgimento dos Hells Angels e de outras gangues motociclísticas nos EUA (com nomes como Mongols, Outkaws, Pagan’s, Rebels, Bandidos etc.) tem a ver com a 2ª Guerra Mundial. Após a participação dos EUA nesse conflito, parte da frota de motocicletas utilizada pelo exercito americano foi posta a venda. Os veteranos da Guerra receberam facilidades para aquisição desses veículos, que se acuulavam nos pátios. Na transformação das motos militares para uso civil, muitas delas foram adaptadas e personalizadas no assunto, dai teriam surgido as Choppers, que ficaram famosas em todo o mundo com o filme Easy Ridere vieram a se tornar um dos símbolos do movimento hippie. 

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O grupo Hells Angels ficou famoso por prestar serviços de segurança em shows de rock, como dos Beatles e dos Rolling Stones no auge de suas carreiras. A fama de arruaceiros começou em 1969, com a morte de um jovem membro da facção, após um tumulto durante um festival de música. Depois disso, alguns de seus integrantes passaram a ser perseguidos pela policia americana e enquadrados como fora da lei, sob a acusação de participar de brigas, por porte de armas, mortes e trafico de drogas. Dai vem a alcunha de bad boys, que ajudou a dar notoriedade aos Hells Angels e perdura até hoje. Alguns de seus lideres se tornaram célebres, como Halph “Sonny” Barger, um dos fundadores do Charter de Oakland, perto de São Fransisco, Cálifornia.

Em 1984, o Brasil credenciou a primeira agremiação sul-americana da tribo. Atualmente, os Hells Angels tem mais de 250 grupos pela Europa, e representações (Charteer) em todo o mundo, Do Alasca à Argentina e da Noruega à África do Sul, além de algumas ilhas do Caribe e da Turquia, primeiro país majoritariamente muçulmano a se juntar ao clube, em 2009, segundo site oficial da entidade. Atualmente, o grupo atua de forma discreta e reservada, como uma espécie de irmandade fechada, Para participar o candidato tem que passar por um longo – e as vezes penoso – ritual de iniciação. Precisa ser apresentado por outro membro, ter habilitação para conduzir veículo de duas rodas e ficha policial limpa, além de uma Harley Davidson (atualmente, outra marca não é aceita) acima de 750 cc. Por algum tempo o postulante cumpre tarefas subalternas e participa da organização e apoio a eventos, para então se tornar um membro, de forma gradativa. E um requisito final: só recebe o distintivo oficial se for aceito por unanimidade.

Além da jaqueta ou colete com o brasão, os membros utilizam adornos indicando seu status no clube. O número 81, adotado como símbolo, é referencia às iniciais H e A, de Hells Angels, respectivamente a 8ª e 1ª letras do alfabeto. A sigla AFFA, muito usadas na tatuagem, é de “Angels Forever, Forever Angels”, lema do grupo. Eles também se apresentam como os 1% Bikers, em alusão a um comentário surgido depois do incidente de Hollister (em que um grupo de motociclistas foi acusado de vandalizar a cidade homônima na Cálifornia em 1947), segundo o qual 99% dos pilotos de moto eram cidadãos pacatos e serenos – e 1% portanto...

Os motoclubes afiliados à rede Hells Angels são muito ciosos do valor da marca que possuem e controlam atentamente o direito sobre o uso de suas insígnias e símbolos.

Para saber mais: www.hellsangelsmc.com, www.hellsangels.com.br e affa.hells-angels.com 

Fonte: revista motopremium/Reportagem Ricardo Couto

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