GTs, as gigantes das estradas

Todos nós já sonhámos com grandes viagens de moto. Uns dizem que o que importa é o caminho, para outros é o destino.

Muitos querem o mais longe que o tempo e o dinheiro permitem, mas para outros o que conta é ir, sem destino ou preocupações. Muitos até vão quase sem dinheiro. Preferem chamar aventura.

Seja de que maneira for, também é certo que qualquer moto, é capaz de nos levar bem longe de casa e proporcionar aventuras e experiências que fiquem gravadas profundamente na nossa memória. Mas não há nada melhor do que fazê-lo com estilo e com o máximo de garantias de que não vamos ter nenhum problema pelo caminho.

Para isso, e para todos aqueles que sonham em desafiar o desconhecido e pegar a estrada, selecionei as 8 melhores motos de Grande Turismo para viajar. Capazes de carregar todas as tralhas que achamos necessárias, levar confortavelmente uma boa companhia, ultrapassar os desafios que a mãe natureza pode nos apresentar, e ainda assim chegar a qualquer lugar com conforto e segurança. O seu ambiente favorito é a estrada onde este tipo de moto permite cobrir largas distâncias em etapas em um bom ritmo e com intervalos bem espaçados.
Todas elas estão equipadas com transmissão por veio e cardã para minimizarem os trabalhos de manutenção. E todas apresentam um grande número de facilidades electrónicas para a condução, que minimizam a fadiga e aumentam a segurança.

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A ordem que vou atribuir é exclusivamente alfabética e as considerações não levam a nenhuma conclusão sobre qual é a melhor. São, indiscutivelmente e todas elas muito competentes, mas a escolha final será sua!

 


1 - BMW K1600 GTL

Trata-se de uma moto lançada em 2011, que podemos dizer, o supra sumo da tecnologia que a BMW tem para oferecer. Dotada de um impressionante e exclusivo motor com um bloco de seis cilindros em linha, colocado transversalmente, é a única moto de produção atual a oferecer este tipo de propulsor. Está repleta de sistemas eletrónicos que proporcionam uma condução segura e relaxada. Muito fácil de conduzir e manobrar, a sua capacidade de carga também é elevada.

A iluminação é muito boa já que está dotada de um sistema único de inclinação do foco de luz que, em curva, mantém a iluminação apontada para o centro da estrada. A proteção aerodinâmica é referencial e a capacidade de carga é também generosa. Apesar da elevada cilindrada e do desempenho dinâmico expectável, o seu consumos é bastante contido, garantindo grande autonomia perfeitamente justificadas pelo elevado conforto que proporciona tanto para o condutor como para o passageiro.

Equipada com veio de transmissão (Cardã), também evita as desconfortáveis operações de manutenção frequentes. Está disponível em duas versões, sendo a Exclusive recheada com uma grande quantidade de opcionais que facilitam ainda mais a tarefa de nos levar longe.

2 - BMW R1200 RT

Completamente reformulada em 2014, a RT é uma moto de referência para os grandes viajantes. Tendo recebido o novo motor com refrigeração liquida, a sua potência subiu significativamente e para valores mais do que suficientes para cumprir o objetivo de nos levar longe rapidamente e em segurança.

Ao contrário da sua irmã mais “crescida” (a K1600GTL), esta BMW R1200RT também se comporta como peixe na água em estradas retorcidas e em maus caminhos, sendo muito ágil também no meio de tráfego congestionado. Em comum tem suspensão inteligente, ABS, Controle de tração, controle de velocidade automático, diversos modos de pilotagem, assistente de arranque em piso inclinado, Quickshift, GPS integrado e Sistema de áudio, dispositivos que disponibiliza (alguns em opcional), e que facilitam muito a vida do condutor em viagem.

A sua condução revela-se muito intuitiva, proporcionando confiança evitando cansaço de viagens de longas distancias. As suas grandes dimensões escondem uma manobrabilidade elevada mas asseguram um conforto muito acima da média, tanto para o condutor como para o passageiro e ainda proporciona uma grande capacidade de carga. Tudo isto com um baixo consumo e uma grande autonomia.

3 - Honda Goldwing GL 1800

O modelo ícone da Honda, cuja primeira versão foi apresentada há mais de 40 anos. É, e tem sido durante todo esse tempo, uma referência no que respeita a longas viagens. Por isso arrasta consigo enormes legiões de fãs que se agregam em clubes e que viajam frequentemente por todo o mundo em intermináveis travessias continentais.

O motor de seis cilindros em formação "boxer" é o seu grande trunfo (apesar de as primeiras versões apresentadas em Milão em 1974 estarem equipadas com um bloco de apenas quatro cilindros) e é admirado pela sua suavidade de funcionamento e desempenho. A sua confiabilidade e qualidade de construção contribuem em muito para uma desvalorização pouco acentuada.

Para ajudar a manobrar os seus mais de 400kg de peso, disponibiliza marcha ré, funcionalidade exclusiva neste segmento. Apesar do imponente tamanho, a Goldwing é extremamente fácil de pilotar.
As malas integradas garantem uma elevada capacidade e a carenagem frontal oferece uma grande proteção aerodinâmica para ambos os ocupantes que também desfrutam de imenso espaço. A elevada qualidade da ciclística proporciona uma condução relaxada e uma impressionante manobrabilidade a baixa velocidade.

A lista de acessórios opcionais é incrivelmente extensa, sejam de fábrica sejam de “aftermarket”, e permitem configurar a Honda GL1800 para suprir qualquer necessidade por mais específica que seja. Desde os kits de "3 rodas", passando pelos descansos centrais automáticos ou as mais diversas soluções estéticas e de conforto, existe de tudo o que a nossa imaginação pode alcançar.
Apesar dos anos, a Goldwing ainda continua a ser um caso sério de desempenho e exclusividade, muito apreciada em todo o mundo.

4 - Honda ST 1300 Pan European

Mais um modelo do maior fabricante japonês. Apresentada ao público europeu no ano de 2002, esta é outra moto desenhada com as grandes viagens. O seu grande argumento é que ao mesmo tempo permite uma utilização diária devido à sua elevada facilidade de manobra. O robusto motor V4 é outro clássico da Honda, famoso pela sua confiabilidade suavidade e dotado de uma suave caixa de cinco velocidades e também de transmissão por cardã. Um tanque com capacidade para 29 litros garante excelente autonomia.

A Pan European oferece uma ótima proteção aerodinâmica e muito espaço para o condutor e passageiro. A ciclística de muita qualidade proporciona uma condução relaxada e de muita confiança. A suspensão é sobretudo vocacionada para garantir conforto e, mesmo quando carregada, seu desempenho é muito bom. As malas laterais integradas na carenagem oferecem uma grande capacidade de carga.

5 - Kawasaki GTR 1400

Esta é uma moto que começou a ser comercializada em 2008, e o modelo atual já é a sua segunda evolução. A Kawasaki adotou a GTR 1400 de elevada potência é uma das mais radicais GT do mercado. O seu motor de quatro cilindros derivado da Kawasaki ZZR 1400, equipado com distribuição variável que lhe confere potência em todos os regimes de funcionamento.

A GTR 1400 dispõe de um sistema que se adapta ao tipo de condução, sendo mais esportiva quando se viaja sozinho e a ritmos mais rápidos, ou mais confortável a tocadas mais calmas com passageiro. A suspensão de afinação mais esportiva penaliza um pouco o conforto em pisos irregulares, mas a proteção aerodinâmica é muito boa para ambos os ocupantes.

Malas laterais integradas na carenagem, com uma capacidade de 35 litros cada, garantem uma boa capacidade de carga. O veio de transmissão, especificamente desenhado para garantir conforto, é outro dos atributos que qualificam a GTR com uma boa máquina para viajar. O seu quadro monocoque, desenvolvido pelo departamento de competição da marca, é único neste segmento e engloba a caixa de ar do motor, que também funciona como elemento estruturante da ciclística.

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Além de muitos pormenores como os punhos aquecidos e o sistema de monitorização da pressão dos pneus, a GTR 1400 ainda está equipada de série com o sistema KIPASS que prescinde da utilização da chave convencional para a ignição e abrir as malas e o tanque de combustível, bastando para isso manter o pequeno comando, que funciona por aproximação, no bolso do condutor.

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6 - Moto Guzzi Norge 1200 GT 8V

A mais latina desta série de motos para viajar é precisamente esta italiana fabricada em Mandelo del Lario. O seu motor Quatrovalvule em V a 90º, montado transversalmente no quadro tubular, é a grande estrela do conjunto. O seu carisma, aliado às linhas esguias da carenagem e a uma elevada qualidade de construção garantida por componentes de qualidade, em conjunto com um detalhado cuidado nos acabamentos, confere a moto de eleição para quem procura sobretudo exclusividade e design. No entanto, o desempenho dinâmico não foi menosprezado e aliado à potência do motor permite evolução dinamica e médias horárias muito interessantes.

A sua condução inspira muita confiança e mesmo as estaturas mais baixas não têm dificuldade em conduzir, já que o seu assento fica apenas a 810 mm do chão. Muito fácil de manobrarem baixa velocidade e estável em alta, também está equipada com o tradicional cardã da marca que lhe confere uma pouca manutenção.

Além de contar com um pequeno compartimento de arrumação no painel, a Norge também disponibiliza uma tomada de 12V. Malas laterais integradas, ecrã com regulação elétrica e punhos aquecidos são equipamento de série.

7 - Triumph Trophy 1200 SE

A marca britânica lançou em 2013 uma das grandes motos deste segmento. Literalmente as dimensões da Trophy 1200 são grandes pois pretendem, e efetivamente conseguem, elevar os padrões de proteção aerodinâmica a um nível superior, mesmo sob qualquer tipo de condição meteorológica. Dotada do tradicional motor tricilíndrico da marca e com uma ciclística à altura de qualquer desafio.

Consegue devorar quilómetros a ritmos muito interessantes, e garante elevados níveis de conforto que permitem usufruir da grande autonomia proporcionada pelo generoso tanque e pelo modesto consumo. Muito manobrável, exibe também um comportamento impecável em estradas sinuosas, mesmo que os pisos não sejam perfeitos.

Dotada de suspensões WP com regulação eletrônica, controle da pressão dos pneus, sistema de áudio com Bluetooth entre outros gadgets muito úteis, proporciona uma experiência de condução de nível muito elevado. A capacidade de carga é grande pois as malas laterais disponibilizam um volume de 31 litros e na Top Case (opcional e dotada de uma conveniente tomada de 12V) há mais 55 litros de espaço.

8 - Yamaha FJR 1300 A

Também a Yamaha oferece no seu catálogo uma solução para quem gosta muito de andar de moto. A FJR, definida pela marca como uma turístico-esportiva, tem vindo desde 2001, ano em que foi lançada a primeira versão desta GT, a ser uma das opções mais populares deste segmento, tanto no mundo como por terras lusas.

A estrela do conjunto é sem dúvida a unidade motriz que, inspirada no motor da primeira R1, ainda pelos atuais parâmetros se mantém como uma fonte inesgotável de potência e linearidade, capaz de retomas desde muito baixas rotações mesmo em quinta velocidade. Ao longo destes anos, a FJR tem sido regularmente atualizada, sendo que os últimos modelos já contam com suspensão eletrônica e forquilha invertida (versão AE), e ainda embreagem eletrônica que dispensa a manete, sendo o arranque feito apenas com o acelerador, e as passagens de marcha feitas automaticamente com um pequeno toque do indicador ou do polegar, ou através do simulador do tradicional seletor de mudanças (versão AS).

A capacidade de carga da FJR 1300 é ligeiramente inferior à da média deste segmento, justificada pelas aptidões mais esportivas do modelo, mas tanto a proteção aerodinâmica como as ajudas eletrônicas à condução são elevadas, estando ao nível das suas rivais.