Harley-Davidson Breakout

Nome estranho para uma moto, Breakout – Então, diz assim no dicionário em ingles: “Breakout – To force one’s way out of, to escape from (jail, break)” – Forçar caminho, escapar de – (cadeia, disruptura) – Simbolicamente é essa a imagem que a Harley-Davidson pretendeu dar a essa moto.

O meio para escapar de tudo, dos horários rígidos, do trânsito congestionado, dos compromissos estressantes… 

Ela lembra uma “chopper”, com o pequeno farol que na frente exposta ilumina bem e a moto é longa com pneu extremamente largo na traseira, são 240mm de largura e na dianteira uma roda grande bem mais fina aro 21 e com grande inclinação no garfo. Confere com a mais recente concepção para as motos de estilo rebelde. O motor para o Brasil é apenas o V2 de 96 polegadas cúbicas, ele entrega performance condizente, com uma economia importante. Na terra dela (EUA) tem também o motor 103 que não é homologado aqui.

As rodas refletem um estilo dos anos 60, são as chamadas Gasser. São rodas de cinco raios intercalados, um de cada lado do cubo, sendo que os externos são usinados depois da pintura, refletindo o puro estilo dos Hot-Rods daquela época.

O guidão estilo “drag bar” em preto oferece uma pega condizente com a imagem da moto. Em velocidade a tensão sobre os braços causada pelo vento não te cansa, porque a posição favorece uma boa resistência nos braços, sem que você tenha que fazer força neles. Na arrancada, essa posição também lhe deixa com as mãos bem posicionadas para que a força do motor não cause muito stress e não é muito largo para passar no trânsito.

Os escapamentos intercalados (staggered) completam a imagem da cruiser, que é feita para cruzar por estradas intermináveis no melhor estilo rebelde norte americano.

Para trabalhar com esse motor consagrado, o câmbio de seis marchas tem trocas rápidas e fáceis. Esse câmbio está numa nova versão, mais silenciosa, mas que ainda apresenta algum ruído nas trocas, mas está bem mais leve e rápido nas mudanças.

Na cidade, a sexta marcha raramente é usada, a quinta chega bem nas velocidades regulares das avenidas, então é bastante conveniente a luz indicadora, porque é fácil esquecer de colocar a sexta. Um LED verde acende quando ela está em uso lembrando o motociclista que já está na marcha mais alta. Essa luz sobrepõe o indicador GEAR/RPM no pequeno visor de cristal no velocímetro, que pode estar em outra função.

O banco é bom para uma pessoa, mas se quiser levar garupa deve colocar o acessório de encosto para um conforto condizente para dois. Os pés do condutor ficam bem para frente e as pedaleiras tocam o chão com facilidade nas curvas mais fechadas, essa não é a praia dela. Rode milhares de quilômetros em velocidade de passeio com estilo, o prazer é esse. E a construção dessas máquinas é para durar uma vida.

O ângulo de Rake em relação às outras motos da série Softail foi aumentado, e assim essa leva ao extremo as características que definem uma “cruiser”. Longo entre-eixos e esse ângulo bem pronunciado no garfo adiciona muito em conforto e tranquilidade na pilotagem em retas.

Os freios com ABS de fábrica respondem muito bem aos comandos e controlam o peso da moto com facilidade, sem fadiga.

A suspensão “softail” permite bom conforto e progressividade na traseira e a grande inclinação da frente já apresenta aquele movimento de vai e vem da roda dianteira, tão comum das choppers. Essa é a sua moto customizada que você compra diretamente da fábrica, a pintura em flocos metalizada dá o toque especial

Afinal, 1.585 cm³ é uma grande cilindrada e para uma moto de 320kg pronta para andar esse motor deve cumprir com uma grande tarefa, que é levar e trazer essa máquina toda cheia de cromo e com esse enorme pneu traseiro. E o faz com extrema facilidade, sem sobressaltos e com uma linearidade impressionante. A autonomia é suficiente para você andar até precisar parar por outro motivo, então você abastece com perto de 280 km rodados, fazendo uma média de 16,5 km/litro até 18 km/litro dependendo da tocada.

Em dias quentes no trânsito é que você vai ter vontade de largar tudo e pegar um vento na estrada mesmo, porque o calor que ele irradia parado é muito grande.

Fonte: Moto online Autor: Bitenca