Expedição Aconcágua e Atacama - Parte 1

Uma bela aventura de Flávio Faria e seus amigos pelo Aconcágua e o Deserto do Atacama

www.facebook.com/R3mototrip

RELATADO POR FLÁVIO FARIA: Brasília, 8 de outubro de 2009.

Meu amigo Paulo Amaral saiu de Brasília no dia 6.outubro.2009, em direção a Santa Maria (RS), onde passará alguns dias com parentes. Uma viagem de mais de 2 mil km, sozinho, sobre sua moto VStrom DL 1000, em período bastante chuvoso. Seu primeiro pernoite foi em Araras (SP), a 840 km de Brasília. Ontem, dia 7, dormiu em União da Vitória (PR), acerca de 1600 km daqui. Muita chuva, vento e cerração pelo caminho, mas a viagem segue o planejado. Na tarde de hoje, chegará em Santa Maria. Eu (Flávio Faria) e minha esposa Rosane partiremos de Porto Alegre no dia 10.outubro e nos encontraremos com Paulo em Santana do Livramento/RS, na fronteira do Brasil com o Uruguai. Depois de relutar muito, resolvi enviar minha moto num caminhão-cegonha de Brasília para a capital gaúcha, com antecedência de 1 semana. Infelizmente, só tenho 20 dias de férias e ficou apertado realizar este projeto pilotando desde Brasília. O deslocamento até a fronteira uruguaia me obrigaria a gastar 3 ou 4 dias, quase 20% do tempo livre que disponho para esta viagem. No mais, passamos pelas rodovias do sul há 10 meses, quando fomos a Ushuaia (http://ateofimdomundoemduasrodas.blogspot.com/), e não encontrei estímulo para repetir o mesmo percurso chat on-line em intervalo tão curto. Outro fato que considerei diz respeito à Rosane, que está na fase final de uma pós-graduação e não poderá cumprir todo o trajeto conosco por absoluta falta de tempo. Ela irá na minha garupa até Santiago do Chile, e retornará de avião para casa, no dia 19. Uma pena! Minha companheira, sempre tão presente, vai fazer muita falta. Ela perderá o belíssimo percurso pelo litoral Pacífico (de Santiago até Antofagasta) e a chance de rever o Deserto do Atacama. Lembro que já estivemos nesta localidade há exatos 2 anos, em outubro de 2007, também ao lado do amigo Paulo Amaral (http://viagematacama.blogspot.com/). De Santiago em diante, eu e Paulo seguiremos sozinhos em nossas duas motocicletas. Infelizmente, não foi possível montar uma logística que atendesse a todos, que vivemos atolados com obrigações de trabalho, estudos e família. Esta é a terceira viagem de moto que fazemos juntos pela América do Sul (dentre as cinco já realizadas nesta parceria) e, como em todas as outras, certamente acrescentará muitas coisas boas à nossa alma. Temos aprendido muito com as diferentes culturas, com os cenários, com a flora e a fauna deste continente tão amigo. Vamos lá para mais este desafio! (fotos de Paulo, Flávio e Rosane, na viagem de 2007 ao Deserto do Atacama)

QUARTA-FEIRA DE PORTO ALEGRE A MENDOZA (Argentina)

Sábado, 10 de outubro de 2009-10-13 DE PORTO ALEGRE A SANTANA DO LIVRAMENTO – 510 km rodados das 9:55h às 16:20 – 6:25h de pilotagem Saímos direto da transportadora Transtana para a estrada, sem nenhuma pressa, visto que tínhamos o dia inteiro para rodar apenas 510 km. Pegamos engarrafamento sobre a ponte do rio Guaíba e congestionamento de automóveis até 200 km de Porto Alegre. Lembro que estamos em final de semana ligado com feriado na segunda-feira e muita gente está aproveitando para viajar. Muitas motos na rodovia seguindo para o encontro do MercoCycle, em Santa Maria. Cortamos parte do Rio Grande do Sul em direção à fronteira uruguaia. Um cenário exuberante de pradarias, alagados e córregos (arroios). Passamos por diversos povoados simpáticos e bem cuidados, repletos de chaminés fumegantes e de varais com tapetes de pele de boi estendidos para arejar chat on-line ao sol. Chegamos em Santana do Livramento por volta das 16 h e saímos em busca de um hotel. Rodamos para todos os lados e não havia vaga em lugar algum. Por estarmos no início de um feriadão, era esperado que a cidade estivesse lotada, particularmente por fazer fronteira com a zona franca de Rivera (Uruguai), que a faz ser muito frequentada pelos ávidos consumidores do Sul, que correm para lá em busca de eletrônicos, perfumes e bebidas importadas. Só conseguimos encontrar um lugar para dormir graças à persistência do moto-taxista Renato, que nos ajudou a vasculhar todos os locais possíveis e imagináveis das duas cidades (Livramento e Rivera). Depois de uma dúzia de tentativas, encontramos vaga no motel Europa, uma espelunca de quinta categoria. Fazer o quê? Diante da falta de opções, ficamos por lá mesmo. (fotos da moto e com o Renato, amigo incidental nesta viagem)

 

11.outubro.2009 DE SANTANA DO LIVRAMENTO/RS a ROSARIO DEL TALA, ARGENTINA

503 km rodados - entre 10:30h às 19:35h - 9:30 h de viagem no dia. Total rodado até aqui: 3014 km (Paulo); 1013 km (Flávio); sendo358 km no Uruguai e 130 km na Argentina. Eu sempre achei que uma boa viagem de motocicleta tem que ter um pouco de sofrimento. Mas a dose de hoje foi cavalar! Vou itemizar para ficar mais fácil a leitura: a) Dormimos muito mal nesta noite, no motelzinho vagabundo citado no relato de ontem. b) Acordamos hoje bem cedo, sob um tempo diluviano. Chovia intensamente! As ruas de Livramento e Rivera viraram rios de água. Fomos encontrar o Paulo Amaral no posto da polícia rodoviária por volta das 8:30 h. De lá seguimos para a Aduana uruguaia embaixo de um aguaceiro danado. Paulo só conseguiu autorização para entrar no país depois de pagar uma multa de R$ 60,00, porque em sua última viagem esqueceu-se de registrar a “saída” do Uruguai.

Faça como o Flávio e compartilher suas aventuras aqui na r3mototrip.com. Entre em contato com a gente!

Lá se foi mais de 1 hora para resolver todos os trâmites aduaneiros. c) Tínhamos planejado chegar em Rosário, na Argentina, por volta das 16 h e pernoitar por lá. 680 km não são lá grande coisa. O tempo dava de sobra. d) Pegamos a estrada exatamente as 10:30 h. Fizemos quase a metade do trajeto uruguaio de 360 km embaixo de espesso temporal. Mesmo com a vista semi-encoberta, pudemos apreciar as planícies alagadas e os pastos imensos repletos de cavalos, bois gordos e ovelhas rechonchudas. e) Passamos por Taquarembó e, dali, entramos na Ruta 26 para Paysandu, cidade fronteiriça com a Argentina. Uma rodovia em estado precário, com muitos buracos, empoçamentos e lama. Nenhum de nós sabia que neste trecho não existe um único posto de gasolina. Se não tomarmos o cuidado de abastecer em Taquarembó, certamente ficaremos sem combustível. Só fiquei sabendo disso depois, às duras penas. f) Passamos por Taquarembó e não abastecemos. Pelo caminho, bem no meio da ruta 26, percebemos que nossa gasolina não nos levaria a lugar algum. Fazia frio de aproximadamente 13 graus e chovia. Começamos a buscar informações com transeuntes sobre “onde comprar combustível chat on-line por aquelas paragens”. Ah sim, claro, muitas chácaras e povoados, entre 5 e 10 km da rodovia, poderiam nos vender alguns litros. Mas quais? Iniciamos uma via sacra, num entra-e-sai incessante pelas fazendas marginais à pista. Para chegar a elas, muita lama e lodo, por estradinhas péssimas. Acho que já tínhamos procurado em mais de meia dúzia dessas localidades, quando no retorno de uma delas minha moto patina no lodo e eu levo um tombo cinematográfico com a Rosane na garupa. g) Para piorar, caímos de costas dentro de um pequeno córrego formado pela enxurrada, com a água cobrindo a metade de nosso corpo (na horizontal). A queda foi tão inusitada que entrou água dentro do meu capacete. Nenhum dano aparente, exceto o manete da embreagem quebrado e a sujeira entranhada nas roupas. Foi um pouco difícil erguer a moto no piso escorregadio, mas conseguimos por meio de esforço triplo. h) Só conseguimos achar gasolina por volta das 16 h num armazém de estrada. Para chegar lá, tivemos que atravessar um córrego a pé, com água na altura das canelas, e trazer os galões na mão. Sequer tínhamos rodado 300 km no dia. Naquela altura, já devíamos ter chegado em Rosário, mas ainda estávamos em pleno Uruguai, encharcados, sob um frio de trincar os dentes. i) Convém informar que minha moto + passageiros + acessórios + bagagem está pesando quase meia tonelada e foi muita bobagem da minha parte encarar uma estrada enlameada com a moto nestas condições. k) Depois desta novela toda, adentramos a Argentina por Colón e fomos dormir em Rosário del Tala, 180 km antes de Rosário, o destino planejado para hoje. l) Ter rodado tão pouco hoje (só 503 km) vai nos obrigar a pilotar mais de 1000 km amanhã, porque temos reserva fechada em Mendoza. O maior desafio será da Rosane, porque não é mole suportar tanto tempo na garupa, mas vamos tentar! m) Chegamos em Rosário del Tala e demoramos quase 2 horas para achar um hotel. Mais uma espelunca no nosso currículo. Outro hotelzinho vagabundo com chuveiro quase em cima do vaso sanitário. Findamos o dia exauridos! (fotos na fronteira Uruguai/Argentina)

12.outubro.2009, segunda-feira DE ROSARIO DE TALA A MENDOZA, ARGENTINA

1062 km rodados no dia – Das 6:00h às 19:25 – 13:25h de pilotagem. Total rodado na viagem: 2075 km (Flávio); 4076 km (Paulo); sendo 358 km no Uruguai e 1192 km na Argentina. Ufa, conseguimos chegar a Mendoza, onde passaremos 4 dias. Tivemos que superar 1062 km de estradão no dia de hoje! Mais difícil que pilotar isso tudo, foi suportar o cenário repetitivo deste trecho. Excetuando a passagem por Rosário, onde trafegamos pelo meio de um verdadeiro pantanal formado pelas águas do rio Paraná, não vimos nada de interessante pelo caminho. Para cumprir a quilometragem de hoje, tivemos que reduzir o tempo das paradas e andar rápido, a ponto de as motos fazerem entre 10 e 12 km/l. Esse consumo não é de assustar porque, com a gasolina daqui, nossa média tem sido em torno dos 14 km/l. A moto bebe como um gambá! Toda vez que paramos para abastecer, tento colar o adesivo do Águia Solitária, motoclube ao qual pertencemos, no posto de gasolina. Ficamos emocionados quando vimos outro adesivo dos "águias" na entrada do restaurante do posto de San Luis (a 180 km de Mendoza). Não sabemos quem foi que o colocou ali. SOBRE MENDOZA: A cidade é linda sob todos os aspectos. Uma obra-prima do esforço humano de edificar uma cidade no chat on-line meio de uma região desértica, sem água, numa zona sísmica das mais ativas do mundo (há cerca de 20 abalos sísmicos imperceptíveis e diários por aqui). Grande parte do abastecimento de água vem do degelo dos Andes. Há milhares de pequenos canais por onde fluem as águas vindas da Cordilheira, que dão característica especial ao lugar. É difícil imaginar que haja localidade mais arborizada neste planeta. São dezenas de milhares de árvores centenárias em derredor das ruas e avenidas, especialmente plátanos, algarrobos, fréscios e amoreiras, dentre as 90 espécies trazidas para cá. Nem é preciso dizer que Mendoza é a “capital do vinho”. Uma das 4 maiores produtoras mundiais desta bebida. Também guarda a fama de produzir os azeites de melhor qualidade da Argentina. Embora tenha sido fundada 1561, a arquitetura de Mendoza é moderna. A cidade foi completamente destruída pelo terremoto de 1861, quando 60% de sua população foi dizimada. Foi reconstruída do zero! E quase não se tem vestígio do que existia antes do terremoto. Daqui partiu o Exército de Los Andes, liderado por San Martin, que decretou o fim da dominação espanhola sobre a região, numa das mais sangrentas batalhas sul-americanas que se tem notícia. É isso aí, nosso tempo está curto, mas vamos tentar postar notícias novas mais tarde. (fotos na placa de estrada e no Cerro de la Gloria, em Mendoza)

De 13 a 15 de outubro de 2009 – 3 DIAS CURTINDO MENDOZA

Continuando o que eu estava dizendo, Mendoza guarda uma surpresa boa em cada esquina. Povo simpático, restaurantes charmosos, serviços de primeira. Vamos lá às nossas principais atividades por aqui: a) Hoje (dia 15) tentamos ir ao Monte Aconcágua para fazer fotos e filmagens. Saímos de Mendoza depois das 10h, acreditando que quanto mais tarde, mais quente o tempo por lá. Tivemos informações de um casal que chegou ontem de Santiago que havia neve na pista e isso pode ser perigoso para quem viaja de moto. Fizemos um passeio lindo de 400 km pelo Andes, através de suas curvas infinitas e de dezenas de túneis estreitos que perfuram suas montanhas nevadas. Passamos por Potrerillo (estação de esqui e de rafting), Uspallata (cidade onde foi produzido o filme 7 Anos no Tibet, com Brad Pitt) e Los Penitentes (um dos principais pontos de partida dos alpinistas que almejam escalar o Aconcágua). Ao chegar em Los Penitentes, a 7 km do Aconcágua, tivemos que voltar, porque começou a nevar forte. Foi meu primeiro contato com a neve. Uma coisa emocionante, belíssima! Parecíamos crianças observando os floquinhos brancos caindo sobre nossas cabeças. A sensação térmica naquele momento era de 10 graus negativos, parecida com a que encaramos em Ushuaia. Soubemos por aquelas localidades que, neste período do ano, só é possível ver claramente o Aconcágua pela manhã. À tarde, o monte fica encoberto por uma névoa branca e não dá para ver o cume. b) Ontem (dia 14), fizemos um passeio pelas vinícolas de Mendoza para conhecer suas principais “Bodegas”, ou fábricas de vinho. Aprendemos superficialmente a degustar e a identificar a qualidade dos diferentes vinhos e uvas. Também visitamos uma fábrica de azeite tradicional, que ainda mantém os mesmos métodos de produção de dois séculos atrás. c) Anteontem (dia 13), realizamos um tour pela cidade, num microônibus de uma agência de turismo local. Conhecemos o magnífico Parque San Martin e visitamos a obra de arte magnífica do Cerro de la Glória, um conjunto de esculturas em bronze que conta a história do Exército de los Andes, que trouxe a independência à região depois de longa batalha contra o domínio espanhol. Esta obra é a estampa da nota de 5 pesos argentinos. Amanhã iremos para Santiago do Chile, mas antes vamos parar no Monte Aconcágua e em Puente del Inca, duas localidades imperdíveis deste nosso empreendimento. (fotos no Parque San Martin e nas Bodegas)ideias para ganhar dinheiro

NO CAMINHO DE SANTIAGO DO CHILE Dia 16.outubro.2009

sexta-feira De MENDOZA a SANTIAGO DO CHILE - 376 km rodados das 8:50h às 20:10h. Tempo total de viagem: 10:20h. Total rodado na viagem: 2860 km (Flávio); 4861 km (Paulo); sendo 358 km no Uruguai, 1802 km na Argentina e 175 km no Chile. a) Hoje gastamos um tempo imenso para fazer o curto trecho até Santiago, de apenas 376 km. Havia muita coisa linda para ser fotografada e resolvemos nos empenhar nesta atividade, sem qualquer pressa. Nossas paradas constantes consumiram todas as baterias das máquinas fotográficas e filmadoras. b) Desta vez foi possível passar pelo Aconcágua e pela Ponte del Inca, localidades que não conseguimos chegar ontem por causa da neve. Tivemos que fotografar o monte de quase 7 mil metros de certa distância, da própria rodovia, porque para chegar mais perto seria necessário atravessar o Parque do Aconcágua, cuja pista estava coberta de gelo. Não dava mesmo para encarar o trajeto sobre duas rodas. Já nos basta o tombo no Uruguai. c) A neve acumulada nas bordas da rodovia e em cima das montanhas trouxe especial beleza ao trecho de hoje. O frio estava de doer, com sensações térmicas muito abaixo de zero. Passamos pelos Caracoles com bastante tráfego de caminhões, mas foi possível apreciar o esplendor das curvas fechadíssimas, em trecho de descida acentuada da Cordilheira. Chegamos a uma altitude de 3180 m antes do inicio dos Caracoles. d) Adentramos o Chile pelo Paso Los Libertadores, logo após atravessar o Túnel Cristo Redentor, com 3 km de extensão. e) Chegamos em Santiago por volta das 16 h e logo descobrimos que para transitar pelas autopistas é preciso pagar uma taxa diária de quase R$ 10 por moto. Há um sistema sofisticado de monitoramento por câmeras espalhadas por toda a cidade. Depois de ficarmos perdidos por quase 2 horas (mesmo com GPS), contratamos um táxi para nos guiar até o hotel. f) Deu tempo para conhecermos um pouco da noite santiaguense. Impressiona a quantidade de pessoas de todas as idades lotando bares e restaurantes (todos muito charmosos). O preço do táxi é muito barato em relação ao Brasil e transitamos bastante pela noite. (fotos da Puente del Inca, Caracoles, Aconcágua e Fronteira do Chile com Argentina)ideias para ganhar dinheiro

Dia17.outubro.2009 – sábado PASSEANDO POR SANTIAGO E ARREDORES (Vale Nevado)

Sempre digo por aí que Deus me deu duas coisas grandiosas: Nariz e Sorte! Depois do tombaço no Uruguai, logo no segundo dia de viagem, pensei que a sorte havia me abandonado e que só havia me sobrado o Narigón. Mas não! Olhem só que coisa legal. Há dezenas de anos a neve não dura até outubro, mas neste ano, em plena primavera, a estação de esqui do Vale Nevado continua aberta (até amanhã somente). Conseguimos, num golpe de sorte, entrar na penúltima excursão para o local. Conhecer o Vale Nevado (com neve) era um sonho, mas não esperava que fosse nesta oportunidade, por causa do período avançado do ano. Para quem ainda não conhecia a neve, como nós, foi uma experiência de primeira grandeza ter estado lá. Trata-se de um dos locais mais pitorescos da América do Sul. As fotos falarão por si. (fotos no Vale Nevado)ideias para ganhar dinheiro

Publicação autorizapara para r3mototrip.com pelo Amigo R3 Flávio Faria

Blog do Flávio: http://flaviomotoviagens.blogspot.com

LEIA TAMBÉM

Ushuaia, na Terra do Fogo
Acessórios e equipamentos para Big Trails