Mitos do Deserto do Atacama

Desvendando alguns mitos de viagem para o Deserto de Atacama


Perguntas e respostas sobre um dos destinos mais cobiçados do motociclismo de viagem...
Há muitos anos ouvimos falar sobre viagens de moto para o Deserto de Atacama, sem dúvida, um dos destinos de longa viagem mais cobiçados por motociclistas brasileiros.

Em breve o melhor classificados de motos do Brasil!!!!

Dizemos brasileiros, por uma questão de proximidade, já que o Atacama fica no norte do Chile. Mas, claro, muitos motociclistas de outros países vão também para lá.
Com o intuito de colaborar com boas informações, para aqueles que pensam em ir rodar para o Atacama, seguem respostas a dúvidas que imaginamos possam existir. Nosso objetivo é desvendar os "mitos" que existem na mente daqueles que nunca foram rumo ao grande Atacama.

1) Qual a melhor moto para ir para o Atacama?

Se você for em viagem solo, absolutamente qualquer moto pode te levar ao Atacama, principalmente se for via o Paso Jama, para a cidade de San Pedro de Atacama. O trajeto desde o Brasil até lá, é 100% asfaltado.

Já se for em grupo, de amigos ou tour guiado, por uma questão de segurança e conforto, para que possa acompanhar o ritmo do grupo, o ideal é ir com uma moto de 600cc para cima e conforme, a orientação do próprio grupo.

No caso de empresas que realizam tours guiados, converse com elas a respeito disso.

2) Na alta altitude da Cordilheira dos Andes, posso vir a ter problema com a minha moto ou mesmo comigo, no sentido de passar mau de saúde?

Qualquer moto com injeção eletrônica, não irá ter problema ao rodar em alta altitude. Apenas as carburadas sofrem com a aceleração, devido a menor quantidade de oxigênio. Mesmo nesse último caso, é um problema 100% ministrado, isto é, com uma moto carburada, nas altas altitudes você poderá rodar na boa, mas, muitas vezes, numa velocidade menor do que você gostaria.

Quanto as reações das pessoas, no que tange a saúde, em altas altitudes, cada qual reage de uma forma. Não existe uma regra única para todos. Alguns, sentem um pouco de dor de cabeça, enjôos, outros, nada sentem.

No mais, geralmente, a reação do organismo é passageira, com algumas horas, as vezes mais de um dia, o motociclista se acostuma e fica 100% bem.

Na região é comum "mascar coca" ou "tomar um chá de coca", que ajuda a evitar o chamado "mal de puno", que são as reações do nosso organismo quando estamos em altas altitudes. Vale dizer também, que tanto mascar a folha de coca, quanto tomar o chá, é algo que "não dá nenhum barato". Nada tem a ver com "cheirar cocaína". E é um processo 100% legal na região andina.

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3) Em qual trajeto não há postos de gasolina, numa distância de 200km entre um e outro?

No trajeto - Brasil - Foz do Iguaçu - Salta - via Paso Jama - San Pedro de Atacama - Antofagasta, atualmente, não existe essa situação, existem postos em todo o caminho, com distâncias inferiores de 200km entre um e outro.

Na dúvida, leve um pequeno galão, por exemplo, de 2 litros, para te tirar de uma emergência, se for o caso. Mesmo porque, é de certa forma comum, no norte da Argentina, postos de abastecimento, ou a própria logística de abastecimento, entrar em greve.

Mas, fique tranquilo, isso ocorrendo, será informado pelos próprios trabalhadores dos postos quando estiver realizando sua viagem.

Relativo aos tours guiados realizados por empresas, despreocupe-se com isso. Qualquer problema, terá gasolina de sobra na van de apoio.

4) Qual precisa ser meu nível de pilotagem e experiência, para realizar uma viagem rumo ao Deserto de Atacama?

A viagem, via Paso Jama, é com trajeto 100% asfaltado. As condições das estradas ficam entre boas e excelentes. Ao entrar na Argentina e de lá para o Chile, o movimento das estradas nada tem a ver com o que estamos acostumados no Brasil. São na maioria do trajeto, estradas de pouco ou pouquíssimo movimento.

Sendo assim, podemos afirmar, que é uma viagem onde não se precisa de muita experiência em pilotagem. Basta você já ter realizado outras viagens, gostar de rodar 400, 500 ou mais quilômetros por dia.

5) Na Argentina e polícia na estrada é corrupta e vai querer o meu dinheiro?

Na Argentina a polícia na estrada é tão corrupta quanto a polícia nas estradas brasileiras. Nem mais, nem menos. Ou melhor, menos, uma vez que o peso argentino vale menos que o real!

No mais, com calma e educação (lembre-se que você está fora do Brasil), você resolverá o problema, no pior das hipóteses, perderá uns trocados. Sua chance de dar uns trocados para a polícia na Argentina nas estradas, são as mesmas em dar uns trocados para a polícia brasileira.

6) Já fui para muitos destinos de moto. O Deserto de Atacama se assemelha com o que?

Rodar no Deserto de Atacama e em trajetos da Cordilheira dos Andes é uma experiência única. Muitos lugares que você verá no Atacama lembram a Lua (como o Vale de La Luna) ou nosso imaginário de outros planetas.

7) Faz muito calor de dia e muito frio a noite no Atacama?

Depende da época do ano. Na maioria do tempo, de dia, não é muito quente no Atacama. A temperatura varia entre 18/30 graus. De noite, sim, faz um friozinho. Mas, de boa, você, provavelmente não irá rodar a noite no Atacama, até porque a noite não vemos a beleza da região. Embora, eu numa oportunidade, tive que rodar a noite para chegar em Antofagasta, vindo de Santiago...

8) No que tange a segurança (violência), como é rodar na Argentina e Chile?

Desculpe pela franquza, mas, é muito mais seguro e tem menos problemas com violências, rodar na Argentina e no Chile, do que no Brasil.

9) Quanto eu gasto para fazer uma moto viagem para o Deserto de Atacama?

Isso depende de cada um, do nível dos hotéis e das refeições. Dá para se fazer uma viagem bacana com cento e poucos dólares por dia. Tem gente que faz até com menos grana, acampando e tal.

Através das empresas que realizam tours guiados, nas que operam com qualidade, estão inclusos hotéis de categoria superior. Além disso, tem os custos de conforto e segurança, como o guia em moto que acompanha, a van de apoio e outros.

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10) Qual a melhor época do ano para ir rumo ao Atacama?

Diferente da Patagônia/Ushuaia, onde o indicado é realizar viagens no verão do sul da América (entre novembro e março), para o Atacama podemos ir em qualquer época do ano.

Durante o verão, a temperatura de dia chega a 30ºC, mas o ar seco torna o calor agradável. Ao cair da noite a temperatura pode descer de 10 a 15ºC em poucas horas. No inverno, as temperaturas variam de 22°C durante o dia, e a noite cai para próximo de 4ºC. Praticamente não chove no Atacama.

Já na região chamada "Chaco Argentino", pouco depois de Foz do Iguaçu, não tem jeito, é sempre calorenta, mas faz parte da "aventura"!

Fonte: Por Policarpo - RockRiders.com.br